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13 motivos para votar: 13

23 de out de 2026 às 22:07 0

O momento histórico e social brasileiro é de grande preocupação. A todo momento direitos e garantias da sociedade estão sendo questionadas e a histeria política acaba cegando uma boa parte da população para as problemáticas centrais do nosso país.

Por um lado há um certo conformismo de que nada vai mudar e a política não presta. A meu ver, isso é reflexo de uma guerra de narrativas falsas que se propagou, principalmente desde as eleições de 2018. Isso faz com que muita gente não consiga ou não queira acreditar em nada, nem em notícias absurdas e claramente fantasiosas, nem em fatos e estudos cientificamente comprovados. Esse sentimento de isenção afeta diretamente o futuro, pois não se posicionar num momento como esse pode definir o seu direito de poder se posicionar no futuro. Ataques à constituição estão aí para evidenciar o perigo iminente.

Há, por outro lado, um sentimento de torcida e não de debate político. Isso explica a polarização exagerada e a falta de diálogo entre as partes, sejam os candidatos representantes, sejam os próprios eleitores. Os mundos paralelos que coexistem acabam colocando as pessoas num lugar de defender seu próprio “clube”. Isso faz com que mesmo que existam provas concretas e evidências claras de corrupção, crimes e mentiras, nada disso altere o modo de enxergar o mundo. Se no futebol o seu time ganhar com um gol de mão, a tendência é que você vai comemorar igualmente por estar envolvido na torcida. A Argentina da Copa de 86 está aí para provar isso. O gol de mão de Maradona não os fazem sentir vergonha e sim orgulho pela conquista.

Assim, até mesmo o patriotismo e os símbolos nacionais foram deturpados ao longo do tempo. Se o discurso inicialmente era pelo Brasil, a incoerência de subjugar a nação novamente a uma potência externa comprova que a intenção central não é defender a pátria, mas sim ganhar. Essa vitória também é importante porque ela vai condicionar a forma como muitas pessoas vão se sentir no direito de expressar toda sua raiva e preconceitos. Isso vai funcionar como uma espécie de validação da opinião dissonante. O momento histórico é tão único que a defesa da pátria para alguns passa pelos interesses estrangeiros, em contraponto a uma pessoa que sempre foi um estadista indiscutível.

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No meio de tudo isso, se ainda te interessa viver num país menos rancoroso, com mais memória e/ou com pelo menos a possibilidade de voltarmos a ter um cenário político menos radical, vote nessas eleições. E vote em quem possibilita esse caminho, vote 13. E aqui vão alguns motivos importantes para isso.

  1. Democracia

Acho que o principal nesse momento em que vivemos é garantir que poderemos discordar livremente no futuro e decidir os nossos rumos com o devido respeito ao que for melhor para toda a sociedade e não só para um grupo político predominante. Lula sempre defendeu a democracia e, ao contrário de Bolsonaro, sempre soube perder as eleições sem tentar dar qualquer tipo de golpe.

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  1. Direitos Trabalhistas

Se você pertence ao enorme grupo de trabalhadoras e trabalhadores do nosso país, se questione porque tantos ataques aos direitos e conquistas adquiridas por nós ao longo de tantos anos. Mais uma importante vitória foi conquistada recentemente, o fim da escala de trabalho 6x1. Para garantir que essa vitória dos trabalhadores prevaleça, vote em quem defende desde sempre melhores condições para o povo trabalhador.

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  1. Educação Pública

O próprio plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê a retirada das universidade pública federais do Ministério da Educação (MEC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), representando um corte drástico no orçamento dessas instituições de ensino. Isso condiz com o decréscimo do investimento em educação no governo de Jair Bolsonaro, que foi logo revertido pelo atual governo de Lula. Por que tamanho desprezo pela educação por parte de alguém que se diz interessado em ver o país avançar? 

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  1. Saúde e SUS

Para uma família que tanto negligenciou a ciência e a saúde pública num momento tão crucial como uma pandemia global, as falas de Bolsonaro sobre transformar o SUS num “modelo do Hospital Israelita Albert Einstein” não condizem com a realidade. Além disso, especialistas apontam para um sucateamento também dessa área tão crucial para a qualidade de vida da população. E sim, o SUS tem muitos problemas hoje, porém é o maior sistema público de saúde do mundo e salva milhões graças ao investimento público.

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  1. Pressão Americana

Há em uma parcela da população a perspectiva de que uma aproximação política ao governo dos EUA possibilitaria uma melhora da nossa economia como consequência direta. Isso historicamente se mostra um equívoco e a situação geopolítica global aponta para uma aproximação do Brasil a um dos blocos econômicos com maior potencial da história, os BRICS. A reaproximação e adequação da política externa (e interna) brasileira que Flávio propõe coloca o Brasil como uma fonte de subsistência para os americanos e vai contra os interesses desenvolvimentistas do nosso país. A economia americana sempre foi imperialista e, ao longo da história, intervenções americanas causaram consequências sociais extremamente desgastantes para suas “colônias modernas”.

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  1. Pelas mulheres

Apesar de tentar uma reaproximação com o eleitorado feminino nas vésperas da eleição, o grupo de Flávio discutia até meses atrás se era mesmo “necessário” o voto feminino, defendendo que o voto fosse delegado por família e que o homem da casa fosse o representante numa clara alusão a um retrocesso de séculos nas lutas por igualdade entre os gêneros.

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  1. Pelos mais velhos

O projeto de governo de Flávio aposta numa redução de custos públicos e prevê o possível congelamento da aposentadoria e dos benefícios para pessoas idosas. Economicamente isso é completamente contraproducente para o aquecimento do mercado nacional, já que esse dinheiro, ao contrário do que ele quer fazer em outras frentes (terras raras) e entregar ao controle estrangeiro, volta a circular diretamente no comércio e mercado local.

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  1. Pelos mais novos

A educação pública é sempre alvo de ataques da extrema direita, talvez justamente por sua capacidade de formar cidadãos com consciência crítica. Para esse campo, Flávio quer tornar universal o ensino militar nas escolas públicas, enquanto Lula pretende continuar seu plano de universalizar a educação integral de qualidade para as crianças do Brasil. Enquanto um quer dar liberdade e oportunidades de fato, o outro busca moldar o pensamento dos estudantes em padrões pré definidos. Ora, ora, quem é que falava de doutrinação nas escolas?

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  1. Pela liberdade da fé

O Brasil é um país laico e super diverso na sua formação e na construção ao longo dos séculos de história. Atualmente, mesmo com as garantias de liberdade de crença, religiões minoritárias são duramente atacadas e sofrem perseguição por grupos conservadores. O que esperar de alguém que diz que vai entregar o Brasil para Jesus? E qual Jesus? O que expulsou os comerciantes do templo por usarem da religião como mercado provavelmente não vai ser, visto sua relação próxima com igrejas evangélicas neopentecostais.

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  1. Pelas minorias

Assim como no campo religioso, outras minorias estão sob ameaça nessas eleições. O direito de escolher e se expressar com segurança e liberdade parece não fazer parte dos princípios de Bolsonaro em seu plano de governo. Se o direito do voto das mulheres conquistado há tantos anos está sob risco, quem dirá os direitos dos grupos LGBTQIAPN+ adquiridos há tão pouco tempo.

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  1. Pela maioria

Apesar de uma eleição ser decidida pelo voto da maioria, essa realidade não se reflete nos parlamentares escolhidos para o congresso nacional. Pautas importantes para a população como o fim das Bets e da escala 6x1 são amplamente defendidas pela sociedade, mas os interesses econômicos das elites podem falar mais alto num cenário do legislativo e executivo alinhados ao neoliberalismo e à extrema direita.

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  1. Cultura

Se o Bolsonaro pai extinguiu o Ministério da Cultura, o filho por conseguinte fará o mesmo. Isso se alinha às propostas do “tesouraço” nos gastos públicos da nação. Mesmo com um país tão diverso e criativo, a cultura parece não se alinhar aos interesses de Flávio no poder. O que é bastante paradoxal é que a maior parte dos artistas que mais recebem dinheiro público são justamente os que estão do lado de quem critica leis de incentivo à cultura no Brasil.

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  1. Cinema Nacional

Mesmo custando mais de 100 milhões de reais, o único filme que Flávio Bolsonaro se interessou não representa um orgulho para o país e sim um gasto extremamente suspeito — para dizer o mínimo. Esse ainda é um site de cinema e falamos daqui do Nordeste e é por isso que o cenário atual não dá espaço para indiferença. O Brasil tem muitas histórias a serem contadas e precisa de fôlego e apoio para que possamos estar cada vez mais ativos no cenário internacional e principalmente nacional, visto que até mesmo aqui somos minoria. Não é só o cinema nacional que está em jogo e é por tudo isso que o voto que melhor representa as necessidades reais de um projeto de futuro da nação nesse segundo turno é 13!

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Gabriel Santana

Final

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ArtigoOpiniãoEleições 2026

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Escrito por Gabriel Santana. Acompanhe mais análises e notícias no Diário dos Filmes.

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